|
Mundo Cientifico: Veja aqui um estudo sobre
“Mudança De Sexo” ou Redesignação Sexual
O que nos define como homens e mulheres? Vivemos conforme regras impostas pela sociedade, onde meninos e meninas devem se comportar de acordo com o gênero que nasceram. Mas o que acontece quando o espelho não corresponde ao sentimento da alma? É possível mudar de identidade ou ir além e mudar de... sexo? Uma doença, um transtorno ou simplesmente uma maneira de viver o gênero?
Tabu Mudança de Sexo vivencia o cotidiano de transexuais e a luta diária para vencer o preconceito e os desafios impostos pela sociedade. A cirurgia de troca de sexo existe no mundo desde aproximadamente o ano de 1910, um dos primeiros casos que se há registro desse procedimento é com Lili Elbe, que na verdade era Einar Wegenar, um homem que não se identificava com seu gênero.
Após cinco procedimentos na Alemanha, Lili finalmente teve o corpo feminino que sempre desejou, sua história foi reproduzida no filme ganhador de Oscar, A Garota Dinamarquesa. Hoje o processo já se tornou mais comum em todo o mundo, aqui no Brasil ele é feito de maneira gratuita pelo SUS, porém o processo é demorado, desde ficar na fila para o processo até todo o tratamento inicial. Quando feita em clínicas particulares, o procedimento é considerado caríssima e tem preço superior a 30 mil reais.

Mudança de sexo
Em seres humanos, mudança de sexo refere-se à alteração das características físicas sexuais de uma pessoa, através de cirurgia ou de tratamento com hormônios (ou ambas as alternativas). A expressão também é freqüentemente utilizada para descrever a terapia de mudança de sexo, ou seja, os procedimentos médicos que pessoas transexuais podem seguir, ou especificamente à cirurgia de mudança de sexo, a qual refere-se somente à cirurgia genital a qual pessoas podem submeterem-se ou serem submetidas quando crianças.
Às vezes, "mudança de sexo" é também usado como sinônimo de todo o processo de mudança de papel social de gênero e os procedimentos médicos associados a ele. Visto que a mudança do papel social, isto é viver como homem em vez de viver como mulher, ou viver como mulher em vez de viver como homem, é muito mais importante do que quaisquer procedimentos médicos para a grande maioria das pessoas transexuais, esse uso é considerado inadequado.
Realmente, mudanças à base de medicamentos e cirurgias são freqüentemente necessárias para tornar uma mudança de gênero legal e socialmente viável, bem como representar um impacto muito significativo na auto-estima da pessoa que opta por ela. O nome correto desse procedimento é de Redesignação Sexual, isso porque não é somente uma troca de sexo e sim um processo que começa na mente do paciente, onde a pessoa não “aceita” o sexo que nasceu, onde seu cérebro se reconhece como o sexo oposto, usando assim a cirurgia de Redesignação Sexual para ter o gênero desejado.

Cirurgia de redesignação sexual
A cirurgia de redesignação sexual (CRS) é o procedimento cirúrgico pelo qual as características sexuais/genitais de nascença de um indivíduo são mudadas para aquelas socialmente associadas ao gênero que ele se reconhece. É parte, ou não, da transição física de transexuais e transgêneros. Outros termos para CRS incluem: cirurgia de redesignação de gênero, cirurgia de reconstrução sexual, cirurgia de reconstrução genital, cirurgia de confirmação de gênero e, mais recentemente, cirurgia de afirmação de sexo.
Os termos comumente usados "mudança de sexo" ou "operação sexual" são considerados imprecisos. Os termos genitoplastia de feminilização e genitoplastia de masculinização são mais usados na literatura médica, em alguns países. Para as mulheres trans (MtF Male to Female em inglês), a cirurgia de redesignação sexual envolve essencialmente a reconstrução dos genitais (embora outros procedimentos possam ocorrer; em muitos casos, algumas mulheres decidem não se submeter à cirurgia de redesignação genital), enquanto que nos homens trans (FtM Female to Male em inglês), ela compreende um conjunto de cirurgias, incluindo remoção dos seios, reconstrução dos genitais e lipoaspiração.
A retirada dos seios é frequentemente o único procedimento a que eles se submetem, além da histerectomia, principalmente porque as técnicas atuais de reconstrução genital para homens trans ainda não criam genitais com uma qualidade estética e funcional satisfatória. Muitos optam por fazer uma faloplastia (ou mais precisamente uma metoidioplastia) com médicos renomados do exterior. Para mulheres trans, a cirurgia de feminilização facial e o aumento de seios são passos do processo de redesignação sexual.

Comentário
Olá galera nota 10 Infornew! A primeira cirurgia de redesignação sexual ocorrida no país ocorreu em Itajaí no de 1959: um jovem que não identificava-se com o gênero feminino atribuído-lhe ao nascer procurou o médico José Eliomar da Silva e foi constatado um problema de hermafroditismo.
O doutor José Eliomar realizou então a cirurgia, mudando todas as características do jovem para o sexo masculino. Ganhou as páginas do país através da extinta revista O Cruzeiro. A primeira cirurgia do país em uma mulher transexual foi realizada em 1971 pelo cirurgião Roberto Farina.
A polêmica gerada pelo caso o levou a ser condenado em 1978 a dois anos de reclusão sob alegação de haver infringido o disposto no artigo 129, § 2°, III, do Código Penal Brasileiro. O processo foi movido pelo Conselho Federal de Medicina, que o acusou de “lesões corporais”. Infornew seu mundo digital na web e aqui.

|